Fesinha Anzoategui

HISTÓRIA DO BLH FESINHA ANZOATEGUI

Conhecida pelo estilo particular de apresentação de rádio, a radialista Maria da Fé Anzoathegui, apresentava o Programa “Nossos Momentos” há mais de 20 anos na rádio Difusora de Manaus, onde era diretora administrativa e editora de economia do Jornal da Manhã.

Tinha peculiar interesse pelas questões sociais, principalmente relacionadas aos interesses da mulher.

Faleceu no dia 10 de julho de 2010, sendo logo homenageada no dia 03 de agosto do mesmo ano com a inauguração do BLH Fesinha Anzoathegui.

ANO 2010

Mês/Ano Leite humano coletado Doadoras Receptores (crianças que recebem o leite)

Ago/2010

7,7

20

11

Set/2010

27,2

61

200

Out/2010

34,8

83

258

Nov/2010

33,4

93

455

Dez/2010

38,6

73

303

TOTAL

141,7

330

1.227

 

ANO 2011

Mês/Ano Leite humano coletado Doadoras Receptores (crianças que recebem o leite)

Jan/2011

39,0

122

331

Fev/2011

52,9

174

481

Mar/2011

65,8

144

325

Abr/2011

54,0

105

322

Mai/2011

84,1

155

477

Jun/2011

55,2

152

324

Jul/2011

55,9

157

659

Ago/2011

49,7

170

627

Set/2011

65,0

159

786

Out/2011

97,7

157

809

Nov/2011

95,2

151

635

Dez/2011

63,1

81

646

TOTAL

777,6

1.727

6.422

 

ANO 2012

Mês/Ano Leite humano coletado Doadoras Receptores (crianças que recebem o leite)

Jan/2012

86,9

141

940

TOTAL

86,9

141

940

ATENDIMENTOS A MÃES E BEBÊS PELOS PROFISSIONAIS

  • Médico;
  • Enfermeiras;
  • Assistente Social;
  • Psicóloga;
  • Nutricionistas;
  • Técnicos em Enfermagem.

 

HORÁRIO DE ATENDIMENTO

 

  • Todos os dias no horário de 08:00 as 17:00 horas.

CURSOS OFERECIDOS PARA AS MATERNIDADES PÚBLICAS E PRIVADAS

 

  • Curso de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno “20 horas”;
  • Curso de Sensibilização ao Aleitamento Materno “5 horas”;
  • Curso de Posto de Coleta de Leite Humano “10 horas”.

 

FOTOS DO BANCO DE LEITE FESINHA ANZOATEGUI


Um pouco sobre a Fesinha

Maria da Fé, uma homenagem à mãe.
Fezinha para os íntimos (e íntimos somos hoje todos nós), pois todo mundo a conhecia assim.
Fezinha… Que saudade, mulher!
Bate no peito um aperto mais do que dolorido e angustiado, principalmente porque sabemos que não mais ouviremos “ao vivo” o famoso: Amanhã eu volto!
Sim, A Difusora só dá bola pra você!
E sempre deu. Haja bolas jabulanis hoje para saudá-la, de uma ou de outra maneira…
E o Clube de Regatas Vasco da Gama ficou com uma torcedora a menos nesse Brasil.
Vamos todos cantar de coração?

Tua estrela na terra a brilhar…
Pode ser, mas você também é uma estrela que agora brilha no céu infinito…
A menina vascaína, a jovem bonita, que casou com o Doutor Miguel Anzoategui e que com ele trouxe ao mundo o Daniel e o André, decretou que temos que lutar até o fim.
Sim, lutar é o que você sempre fez, até os últimos momentos, guerreira!
Fezinha, a mulher forte, às vezes, enérgica, mas que também era brincalhona e fiel aos amigos. Um coração mole e imenso. A amiga de todas as horas…

Hoje, Maria da Fé, nós todos estamos assim, meio deslocados, sabe? Dói muito saber que um amigo, que uma amiga se foi dessa terra; mas fazer o quê?
Nesse ano o teu Boi Caprichoso foi campeão e tu que tantas vezes ias a Parintins em seu próprio barco, levar tua força ao “Negro da América”, era uma exaltada torcedora azul. Você que a tantos ajudou sem ver o rosto, pelo simples gesto de gostar de ajudar prá valer, sem esperar nada em troca… Você era feliz pelo simples fato de auxiliar o próximo. Que coisa linda. E ficava na tua… Não fazia marketing pessoal. Não era ligada a estas coisas… Poucos sabiam disso…

O Braço Forte do “Amor de Manaus está no ar”, que tinha orgulho de sua gente e do seu Amazonas, leonina, nascida em 15 de agosto, um mês quente no Amazonas, que arde como uma canícula, é de tal forma muito parecido com a tua energia de menina-mulher-senhora-mãe, dinâmica, uma máquina de trabalho, um exemplo de força e de ser humano. Um orgulho para os seus.

Essa mulher, que estava sempre presente nos diversos eventos dessa Manaus, quando chegava à Rádio, junto à Leonor, da portaria, dizia: Vitóória!!! Isso mesmo, Fezinha você foi e sempre será uma vitoriosa. Você mesmo deixava transparecer isso…
Uma cabocla amazonense que não se dobrava às dificuldades, nunca! Sabe Fê? E agora o que será da turma do Dominó nas tardinhas da Difusora? E os operadores de áudio? O Rubens, o P.C, o Cabral, O Charleco, O Luiz, o Ozamir, o Diego? Mesmo, o Pitombinha, que gravava sua voz todos os dias, para a delícia dos teus ouvintes… Você os deixou órfãos, garota…

A mulher das finanças, a visão vanguardista, todos os dias, ouvíamos atento suas notícias sobre a Economia, logo cedo, no jornal da manhã. E você, tinha tempo para tudo, não aceitava que o tempo a levasse, você é que o determinava a seu bel prazer. Como boa católica, como boa mãe e esposa, mas eternamente uma jovem à procura de novos sonhos, que se tornavam realidade, por meio do trabalho e da dedicação. Era um exemplo, sim senhor, um belo exemplo.

Aquele barco agora não mais levará sua diva. Navegará triste pelos rios do Amazonas… E as canções do Roberto? Ninguém vai tirar você de mim… Só mesmo o criador, que sabe tudo, é que sabia que esse era o momento de tirar você de todos nós… Como dói, minha querida… afinal, De que vale tudo isso se você não está aqui?

Lembro de quando você, após uma ou outra pescaria, distribuía os peixes para muitos… Uma mulher caridosa, que nunca fez questão de propalar aos quatro ventos, a sua bondade… Sabe, o Roberto Cuesta, que a chamava de Santinha, e que é vascaíno como você, a Elieide, da mesma forma, o Waldir, o Pelegrini, o Airton, O Paulo Guerra, o Eduardo, a Magali, o Jurandir, O Josué Neto, A Lorena, o André e o Daniel, o Campelo, o Josué Filho, teu único mano, A Carminha, a Leonora, tuas manas, enfim, a Família Difusora e tantos outros milhares, sentem a falta da tua iluminada presença fisicamente ou pelas ondas da nossa rádio.

No fim do dia, das nove à meia-noite, tínhamos o prazer de ouvir o melhor da MPB. À noite tínhamos o prazer de ouvi-la, sempre firme e com aquela voz de mãezona jovem (um paradoxo) e ao mesmo tempo, uma mulher experiente – uma mistura agradável, a voz feminina da Difusora. Os Nossos momentos, com certeza não serão mais os mesmos. E você, você sabe do que falamos, pois igual a você… Sem palavras!

Maria da Fé Xerez de Souza Vieiralves, descanse em paz em tua nova morada. E por aí, onde tu já estás, em espírito, continues a falar, a brincar, a viver essa nova vida que Deus ti deu. Você é uma vitoriosa. Vitóória! Isso mesmo! Você é uma vitoriosa, e sempre será! Fale com teu pai – este grande homem – , que estamos muito satisfeitos com o legado que você nos deixou; com a vida que a nós dedicou; com o exemplo de fé e esperança que lastreasses nessa cidade morena, nesse Amazonas que tanto ti ama.

Adeus, querida!

*Texto de Adson Matos